Setor produtivo rejeita tese de renúncia e exige atualização urgente do Simples e MEI
A tese governamental de que o Simples Nacional representa uma renúncia fiscal foi rechaçada de forma unânime por representantes do setor produtivo, reunidos nesta sexta-feira, 12/06, durante audiência pública para discutir o projeto que amplia o limite de faturamento para enquadramento do MEI (PLP 108), já aprovado pelo Senado. Outro consenso da reunião é que a atualização do teto proposta para microempreendedores individuais, que somam cerca de 17 milhões, deve ser estendida a todas as faixas do Simples Nacional. “A correção da tabela do Simples não é renúncia fiscal, não é um favor. Na verdade, o governo está cometendo uma omissão desde 2018”, disse Jorge Goetten, relator da comissão especial que analisa a proposta na Câmara dos Deputados. De acordo com o parlamentar, o relatório que pretende apresentar prevê correção dos limites de receita bruta pelo IPCA, apurado de 2012 a 2026: MEI, dos atuais R$ 81 mil para R$ 134 mil; MEI caminhoneiro, de R$ 251 mil para R$ 321 m...