Indústria, construção e serviços lideram criação de empregos no melhor trimestre em 12 anos
A Pnad Contínua de agosto a outubro de 2024 trouxe a menor taxa de desocupação entre os 152 trimestres móveis que compõem a sua série histórica, iniciada em janeiro / março de 2012, ou seja, quase 13 anos: 6,2% da força de trabalho do país, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego. Este, por sua vez, foi o menor número de pessoas desocupadas em uma década ou, mais precisamente, desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.
A menor desocupação da série histórica foi consequência dos recordes no número de pessoas ocupadas no país. São 103,6 milhões de trabalhadores (recorde), sendo 53,4 milhões de empregados no setor privado (recorde), dos quais 39,0 milhões tinham carteira assinada (recorde) e 14,4 milhões eram empregados sem carteira (recorde). O número de empregados no setor público (12,8 milhões) também foi recorde. Com isso, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando (nível de ocupação) chegou ao maior percentual da série histórica da Pnad Contínua: 58,7%.
Indústria, Construção e Outros serviços puxam novo recorde
Três dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua
do IBGE puxaram a alta da ocupação frente ao trimestre móvel anterior
(maio a julho). A população ocupada na Indústria cresceu 2,9% (mais 381
mil pessoas), a Construção cresceu 2,4% (mais 183 mil pessoas) e o
número de trabalhadores em Outros serviços subiu 3,4% (mais 187 mil
pessoas). Juntas, essas atividades econômicas ganharam mais 751 mil
trabalhadores, no trimestre.
Taxa de informalidade foi de 38,9% no trimestre
A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 38,9%, o que equivale a 40,3 milhões de trabalhadores informais, o maior contingente da série, iniciada em 2016. Essa taxa superou a do trimestre móvel anterior (38,7 %) e foi menor que a do mesmo trimestre de 2023 (39,1 %).
A alta na informalidade foi puxada pelo novo recorde de trabalhadores sem carteira assinada, uma vez que o número de trabalhadores por conta própria (25,7 milhões) manteve estabilidade nas duas comparações: trimestral e anual.
Massa de rendimento dos trabalhadores cresce 2,4%
O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.255, sem variação estatisticamente significativa frente ao trimestre e com alta de 3,9% no ano. Já a massa de rendimento real habitual (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) chegou a R$ 332,6 bilhões, crescendo 2,4% (mais R$ 7,7 bilhões) no trimestre e 7,7% (mais R$ 23,6 bilhões) no ano.
Agência Gov. Negócios SC