ELEIÇÕES 2010

Indefinição na hora da decisão

Convenções nacionais dos principais partidos começam hoje sem resposta para as dúvidas que restam na formação das chapas para presidente e go­­­vernador do Paraná. Enquanto PT e PMDB vão sacramentar a du­­­pla Dilma Rousseff e Michel Temer ao Palácio do Planalto, o PSDB deve manter o mistério sobre o vice de José Serra. Já o PDT fechará o apoio à coligação governista e deve flexibilizar as alianças nos estados.

A decisão dos pedetistas é que mais afetará o quadro eleitoral paranaense. Se permitir diferentes tipos de alianças regionais, o partido libera o senador Osmar Dias pa­­­ra concorrer à reeleição na chapa com Beto Richa (PSDB) como candidato a governador. Caso contrário, cresce a chance de Osmar ser candidato a governador, em parceria com PT e PMDB.

Outra incógnita que ronda o Paraná está nas mãos de Serra. Um acordo entre os partidos de oposição delega a ele a escolha do próprio vice. Na semana passada, cresceram as especulações de que o ex-governador paulista optaria pelo senador Alvaro Dias (PSDB).

Antes de Alvaro, porém, ele também teria cogitado convidar Beto. Além disso, movimentos sociais (especialmente os ligados às pessoas com deficiência) apresentaram o senador Flávio Arns como possibilidade aos tucanos. As especulações au­­­men­­­taram depois que o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves confirmou que irá concorrer ao Senado.

Entre os peemedebistas, a única dúvida é saber qual será o grau de união do partido em torno da parceria com o PT. Ontem, a executiva nacional aceitou colocar em discussão a pré-candidatura do ex-governador Roberto Requião e do jornalista baiano Antonio Pe­­­dreira. A decisão pode abrir margem para a ala do partido que defende a coligação com o PSDB.

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