Nova norma contábil exige reestruturação nas empresas até 2027
O ambiente corporativo brasileiro se prepara para uma das maiores viradas normativas da contabilidade recente. A aprovação da NBC TG 51, norma que converge o ecossistema nacional às diretrizes globais da IFRS 18, promete alterar profundamente a forma como as empresas estruturam, apresentam e divulgam seus resultados financeiros. Embora a obrigatoriedade esteja fixada para exercícios iniciados a partir de janeiro de 2027, o tamanho do impacto operacional, tecnológico e de governança exige que as companhias antecipem seus cronogramas de adaptação. A principal mudança atinge diretamente o coração do relato financeiro: a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Pelo novo texto, a tradicional flexibilidade na disposição das contas dá lugar a uma organização rígida. Receitas e despesas passam a ser obrigatoriamente categorizadas em três eixos específicos, divididos entre atividades operacionais, de investimento e de financiamento. A rigidez também se estende à criação de s...