Reforma tributária aperta margens de clínicas médicas e obriga revisão do planejamento fiscal
Enquanto no debate público ainda se tenta entender os efeitos da reforma tributária, muitas clínicas médicas já sentem no caixa aquilo que a lei tornou inevitável: o custo de permanecer exatamente como estão. Mudanças que já entraram em vigor e outras com cronograma definido deslocaram o eixo da discussão tributária na saúde. Planejar deixou de ser opcional. De um lado, a Lei Complementar nº 224/2025 (LC 224/2025) produziu efeitos imediatos. Sem revogar formalmente benefícios, ela reforçou o discurso institucional de ajuste, racionalização e maior controle sobre os modelos simplificados de tributação. Na prática, o recado foi claro: o Lucro Presumido passou a ser mais vigiado — e, em muitos casos, mais caro. De outro, a Lei Complementar nº 214/2025 (LC 214/2025) promove uma mudança estrutural. Ao reformular a tributação do consumo, ela substitui tributos atuais como PIS, Cofins e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IB...