Banco Mundial e CFC debatem qualidade da informação contábil e desafios da reforma tributária


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) reforçou seu protagonismo institucional ao promover, na noite desta quinta-feira (5), na sede da entidade, reunião estratégica no âmbito do diálogo com organismos internacionais, com a participação de especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A agenda teve foco no fortalecimento da contabilidade pública, na qualificação das informações fiscais e no papel decisivo da profissão no contexto da reforma tributária em curso no Brasil.

Durante a reunião, foram discutidos os impactos da reforma tributária sobre a administração fiscal, com destaque para a importância da qualidade da informação contábil como base para decisões fiscais, para a correta distribuição de receitas entre entes federativos e para a eficiência do gasto público. Segundo o presidente do CFC, Joaquim Bezerra, o momento exige convergência institucional e foco na confiança pública. “A qualidade do gasto começa na qualidade da informação. Se a informação não é confiável, a gestão pública perde o chão: não consegue planejar, comparar, corrigir e melhorar”, afirmou.

O presidente também ressaltou que o diálogo com instituições multilaterais amplia a capacidade de articulação do Sistema e fortalece um ambiente de cooperação voltado ao fortalecimento da contabilidade pública. “Estamos aqui para dialogar sobre a confiança pública. E essa confiança não se constrói de forma isolada: ela nasce da atuação conjunta de instituições comprometidas com o interesse público”, afirmou.

No encontro, a especialista principal da Divisão de Gestão Fiscal do BID, Cristina Mac Dowell, destacou que a modernização da gestão fiscal depende de tecnologia, mas, sobretudo, de formação qualificada e cursos com padrões reconhecidos. “A tecnologia sozinha não serve para nada se não houver pessoas preparadas. A gente vê que a oferta de cursos é grande, mas nem sempre são cursos certificados e com qualidade. Fortalecer capacitação é parte central desse processo”, afirmou.

Cristina também enfatizou a importância de construir mecanismos que orientem estados e municípios sobre quais formações são mais estratégicas diante das novas demandas. “Muitas vezes, o estado ou o município não tem direcionamento claro sobre que capacitação deveria buscar. Esse é um ponto que pode fazer muita diferença na prática”, completou.

 

Fonte: Conselho Federal de Contabilidade. Banco de imagens Aspec