NFAg-e: o que é a Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica e quem deve aderir
O sistema fiscal brasileiro segue em processo de digitalização. Após a consolidação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), o setor de saneamento também passou a integrar esse movimento com a criação da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica (NFAg-e).
Para profissionais das áreas fiscal, contábil, financeira e de gestão de concessionárias, compreender o funcionamento da NFAg-e é essencial para garantir conformidade tributária e eficiência operacional.
O que é a NFAg-e?
A NFAg-e, formalmente classificada como documento modelo 75, é o documento fiscal eletrônico destinado a substituir as antigas faturas em papel referentes aos serviços de:
- Abastecimento de água;
- Coleta e tratamento de esgoto.
Assim como outros documentos fiscais eletrônicos, a NFAg-e:
- Existe exclusivamente em formato digital;
- Possui validade jurídica garantida por assinatura digital;
- É armazenada em arquivo XML;
- Depende de autorização prévia da Secretaria da Fazenda (SEFAZ).
Por que a NFAg-e foi criada?
A NFAg-e foi instituída para:
- Padronizar as informações fiscais em âmbito nacional;
- Facilitar a fiscalização pelas Secretarias de Fazenda;
- Reduzir divergências de formato entre concessionárias;
- Aumentar a transparência e a confiabilidade dos dados;
- Diminuir erros de escrituração.
Antes da padronização, cada concessionária adotava modelo próprio de fatura. Com o modelo 75, os dados passam a seguir um padrão técnico nacional.
Quem é obrigado a emitir a NFAg-e?
A obrigatoriedade recai sobre:
- Companhias estaduais de saneamento;
- Concessionárias privadas de abastecimento de água;
- Prestadores de serviço público de esgotamento sanitário.
O cronograma de implementação pode variar conforme o estado, mas a tendência é de substituição integral das contas físicas pelo modelo eletrônico.
Vantagens da NFAg-e
A adoção do modelo eletrônico traz benefícios operacionais e fiscais:
Redução de custos
Menor gasto com impressão e envio físico.
Sustentabilidade
Redução do consumo de papel.
Segurança fiscal
Menor risco de fraudes e inconsistências tributárias.
Armazenamento digital
Arquivamento em XML, sem necessidade de espaço físico.
Automação
Integração automática com sistemas de ERP e contas a pagar.
Como emitir a NFAg-e?
Para emitir a NFAg-e, a concessionária deve:
- Adaptar seu ERP ao Manual de Orientação do Contribuinte (MOC);
- Possuir certificado digital (e-CNPJ);
- Assinar digitalmente o arquivo XML;
- Transmitir o documento à SEFAZ para autorização em tempo real.
A autorização é condição indispensável para validade fiscal.
Como consultar uma NFAg-e?
A consulta pode ser realizada:
- No portal da SEFAZ do respectivo estado;
- No Portal Nacional da NF-e.
É necessário informar a chave de acesso de 44 dígitos presente no documento auxiliar.
Empresas com grande volume de unidades consumidoras tendem a utilizar plataformas automatizadas para centralizar e consultar documentos em lote.
Dados necessários para emissão
Os sistemas emissores devem conter:
- Dados completos do prestador e do tomador;
- Descrição detalhada dos serviços;
- Volume consumido;
- Informações tributárias (como PIS e Cofins);
- Assinatura digital válida.
Digitalização fiscal no saneamento
A NFAg-e representa mais um avanço no processo de digitalização das obrigações fiscais no Brasil. A adaptação antecipada aos novos padrões reduz riscos de autuações e aumenta a eficiência na gestão fiscal das concessionárias e dos grandes consumidores.
A tendência é de consolidação do modelo eletrônico como padrão definitivo para o setor de água e saneamento.
Fonte: Portal Contábeis. Imagem: Contadores CNT
