Mercado de capitais, sustentabilidade, tecnologia e reforma tributária: desafios que reposicionam contabilidade
O mercado de capitais brasileiro vive uma fase de profunda
transformação, impulsionada pela adoção de padrões internacionais de
contabilidade, pela integração entre informações financeiras,
sustentabilidade e governança, pelo avanço da tecnologia e pela
crescente complexidade dos relatórios corporativos. Esse novo contexto
amplia a responsabilidade dos órgãos reguladores e reforça a necessidade
de maior capacidade analítica, agilidade decisória e segurança jurídica
no ambiente de negócios.
Esses temas foram analisados pelo
presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra,
em entrevista concedida à Band, durante o programa Tarde Band News.
Ao longo da conversa, o presidente destacou o papel estratégico da
Contabilidade na organização da economia, na geração de informações
confiáveis e na sustentação das decisões de investidores, empresas e
gestores públicos.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 540 mil profissionais da contabilidade, distribuídos em mais de 5,5 mil municípios, além de aproximadamente 100 mil empresas contábeis, que atuam como empreendimentos geradores de emprego, renda e desenvolvimento econômico. Para Joaquim Bezerra, embora expressivo, esse número não traduz totalmente o impacto da profissão, considerando que o país possui mais de 23 milhões de empresas e que todas dependem, direta ou indiretamente, do trabalho contábil.
“A Contabilidade é um instrumento essencial de desenvolvimento econômico e social. É ela que assegura a confiabilidade da informação, protege a sociedade e sustenta a confiança pública necessária ao funcionamento do mercado”, afirmou.
Padrões internacionais e confiança no mercado
Durante a entrevista, o presidente do CFC ressaltou o protagonismo do Brasil na adoção de normas internacionais de contabilidade, tanto no setor privado quanto na Contabilidade Pública. A convergência normativa permite que demonstrações contábeis sejam compreendidas e comparadas globalmente, ampliando a transparência, a previsibilidade e a atratividade do país para investidores nacionais e estrangeiros.
“A possibilidade de comparar informações contábeis em diferentes países fortalece a segurança jurídica e melhora a qualidade das decisões no mercado de capitais. O investidor olha para o resultado, para o balanço, e essas informações são entregues pela Contabilidade”, explicou.
Fonte: Comunicação CFC. Imagem: Reprodução/Econet
