Reforma tributária: 48% das PMEs ainda não se prepararam para transição de setembro
A Omie lançou o Radar Setorial da Reforma Tributária, que mapeou a necessidade de adaptação dos setores econômicos ao novo sistema tributário com base nos fluxos financeiros reais (contas a pagar e a receber) de aproximadamente 4% do PIB nacional. A análise engloba cerca de 750 CNAEs, organizados em 76 divisões setoriais, com dados anonimizados e agregados setorialmente.
Em setembro de 2026, as micro e pequenas empresas do Simples Nacional deverão escolher entre manter o recolhimento unificado ou migrar para o regime híbrido, com segregação de tributos. A decisão afetará diretamente a competitividade de várias empresas, especialmente, as B2B, a partir de 2027, início da vigência da CBS.
No modelo híbrido, negócios que atuam no segmento B2B passam a operar no regime de não cumulatividade, gerando créditos para clientes e apropriando créditos sobre insumos. Empresas que não se adequarem ao modelo correm o risco de perder competitividade ou comprimir margens de rentabilidade caso não revisem preços e fornecedores.
Sondagens da Omie indicam que 48% das PMEs não iniciaram análises estruturadas sobre a reforma e 63% dos escritórios contábeis não mapearam os efeitos nas suas carteiras de clientes. “O Radar traduz o comportamento financeiro real em um indicador de exposição. Isso oferece a contadores e empresários um ponto de partida concreto para priorizar onde a análise da transição é mais urgente”, afirma Felipe Beraldi, economista da Omie.
Com informações do Jornal Contábil. Imagem: Reprodução
